quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Feliz...


Não peço nada demais.

Só quero que seja no ponto.
Do ponto.

Naquele jeitinho, ah,
daquele jeitinho.

Bom 2010!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

[Das cartas] Homicídio ao eu.

Esta carta não está endereçada a ninguém. Não possui nenhum destinatário. Ela é pra você que a encontrou por aí. É, amigo: nem tudo está como deveria estar. E eu até brincava com as palavras, mas este é um momento muito sério para jogá-las assim, brincando.

No fim das contas, eu deixei esta carta escrita porque, é verdade - eu assumo - eu bem queria que alguém soubesse o porquê dos meus motivos. Mas você me conhece? Alguém me conhece? Ninguém. Então toma esta carta como uma história de uma desconhecida qualquer - o que de fato, é.

A vida estava só por demais, calada, fria... Eu nunca gostei disso, mas as circunstâncias e as minhas atitudes trouxeram-me a este ponto: a dúvida. Morrer ou não morrer é sempre verdade, mas será que eu devia mesmo ter partido? Sim, meu amigo. Na minha opinião, sim.

Ninguém me conhecia, só eu. E eu, por mim, comigo mesma, era pouca gente para um coração tão grande; não é pretensão, e sim realidade. Parece que cabiam todos aqui - mas para mim nunca houve espaço.

(...)
Cara, se você encontrou esta carta, saiba que eu devo ter ido dessa (essa sua aí) para uma melhor. E se não estiver melhor, bem... Com certeza estará diferente.

Abraço,

Elise.



The Penalty, Beirut.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

[Das cartas] "Ao futuro ex-amor"

Zurich, 16 de agosto de 1997.

Sinceramente? Eu espero não me apaixonar por você. Porque me apaixonar, sempre - e indubitavelmente - me deixa triste.

Eu tomei um bom gole de cerveja, e comecei a reparar que você anda mudado. Não, não. Mais um gole e eu vi que quem está mudando sou eu. Não sei porque: mais uma garrafa e eu já estava achando-o diferente. Joguei a garrafa ao lado, por fim.

A música a tocar e eu dizia: "o que realmente nos mantém vivos? Porque sair e rir, e divertir, e rir, e sumir... Falar, conversar, gritar, suspirar, falar... e rir, sumir... É sempre muito bom - e tudo com você foi sempre muito bom.

(...)
Mas, ser assim um elo de ligação entre as personalidades nem sempre é tão "rentável"; você sempre acaba ficando só, no fim das contas. E você acaba se acostumando - oh, merda."


Joguei a outra garrafa ao lado, enfim. Despedi-me da amiga que ouvia. Sinceramente? Eu espero não querer me apaixonar por você. Porque me apaixonar, sempre - e indubitavelmente - me deixa triste.

Francamente,

Lucy.


"Do me a favour, and tell me to go away
Do me a favour, and stop asking questions"
Do me a favour, by Arctic Monkeys.

Galera, só pra não ficarem dúvidas: não estou apaixonada, não estou amando ninguém em especial! Estou sozinha! UHOAuhaoiuhaha... Beijinhos!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

[Das cartas] Parto.


Bordeaux, 24 de novembro de 1999.

Bom dia, Mãe.

Não sei se você já pôde conferir, mas o meu guarda-roupas tem alguns itens a menos. Estou indo. Não podia deixar, contudo, de dizer 'adeus'. Quero que saiba que você sempre foi uma grande conselheira; todo esse tempo eu não poderia ter tido uma mãe melhor. Mas acontece que eu não posso mais decidir somente por mim.

Você não o conhece bem, ele é jovem. É bonito, acredito. Nos conhecemos há 3 meses e... E... Eu não pude, eu não posso evitar esta paixão que agora já tomou conta de tudo. Sabe aquelas horas em que nós não agimos somente por nós? É por isso que parto; temos que encontrar um lugar para viver, não posso ficar longe dele sequer um segundo. Nós, quer dizer... Eu, eu já decidi.

Vamos para Paris, talvez lá eu encontre um bom trabalho. O pai dele me disse que lá nós poderíamos ter boas oportunidades. Mas ele não vêm conosco... Você bem que me dizia que a vida não era fácil.

(...)

Ufa, agora que já desabafei... Mãe, já são 3 meses! Três meses, e eu realmente não posso esconder mais. Já está crescendo. Levei alguns pertences mas uma mala ainda está abaixo da escada - nela estão fotos nossas. Se você aceitar enfrentar essa fase comigo, ao meu lado, como sempre fez em toda a vida, ligue para o telefone anotado em cima da mala. Caso contrário, amanhã estou a caminho de Paris.

Desculpe-me, eu sei que não foi a melhor escolha. Nem a atitude mais sábia. Eu poderia ter me cuidado. Mas agora é tarde. E já não há mais como recorrer.

Au revoir,

Adeline.




"Ninguém disse que era fácil...
É mesmo uma pena nós nos separarmos.
Ninguém disse que era fácil... mas
Ninguém nunca disse que seria tão difícil."
The Scientist, by Coldplay.


"Esclarescimentos acerca das cartas:

pessoal, eu não sou medium. Para mim, é indiferente falar com os espíritos. Nem estou copiando essas cartas de nenhum lugar. Eu nunca estive na Europa, nunca fugi de casa, nunca dei um 'pé na bunda' clássico como o que eu escrevi, e muito menos estou (nem estive) grávida! Relevem meus 'eus poéticos'. =)

É verdade: eu escuto muita música. Muita mesmo. E por uns dias atrás estive bastante inspirada, sobre vários assuntos - vááários. É isso. Quem quiser saber minha fonte de inspiração ouça Beirut, Fanfarlo, Arctic Monkeys, Mando Diao, The Corrs, Muse... De - quase - tudo!

Beijinhos!"

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

The yellow handkerchief.


- Quero lhe pedir em casamento. - disse-me enquanto remava em direção à margem.

- Você não sabe coisa alguma sobre mim.

- Toda a sua vida está em seu rosto. E eu adoro este rosto.

"Oh well I don't mind if you don't mind.
'Cause I don't shine if you don't shine.
Before you go... Can you read my mind?"
Read my Mind, by The Killers.


Errata!
Galera, esqueci de colocar os créditos, mas isso é um trecho de um filme que, até onde eu sei não está em cartaz - e eu estou louca para assistí-lo.
Confiram:
http://www.youtube.com/watch?v=g4dEPucaSX4

domingo, 29 de novembro de 2009

[Das cartas] Recordas?


Valleta, 16 de abril de 1978.
Dick?

Ei. Faz tantos anos. Será que você lembrará da minha voz depois de todo esse tempo - mesmo se eu estiver combatendo as lágrimas?

Estou longe, mas não se preocupe - estou regressando ao nosso Soho* no próximo agosto. Dick, por favor, vamos relembrar. Encontre-me para um café, onde nós conversaremos de tudo.

Lembre que aqueles eram os nossos dias de rosas - poesias e prosas. Dick, tudo que eu tinha era você. Não havia dias ruins para nós, pois nosso amor ensolarava até os dias mais chuvosos. E tudo que você tinha era eu.

E as crianças, como estão? Eu soube que você casou. Como está sua esposa? Você sabe que eu casei também? Ah, sorte a sua ter encontrado alguém que o faça se sentir seguro, porque nós éramos tão jovens, estúpidos. Agora não, já somos maduros. Somos?

(...)
Estes dias eu encontrei uma pulseira de fios de cabos elétricos, que você fez para mim naquele novembro. Por isso lembrei de você, de mim, de tudo. Dick, e você era tão impulsivo; e eu acho que continua sendo.

(...)Mas tudo que tinha certeza é que eu me sentia mulher. Tudo que eu tinha era você. E tudo que você tinha era eu.

Com carinho e (muitas) saudades,

Janet.

--
*Soho é um bairro de Londres - Inglaterra.
*Valleta é a capital de Malta.


"É apenas uma memória e aqueles sonhos não eram tão estúpidos quanto pareciam.
Não tão estúpidos quanto pareciam."
Fluorescent Adolescent, by Arctic Monkeys.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

[Das cartas] "Adeus."


Madrid, 27 de março de 1995.

Olá, querido.

Podes perceber que eu não estou ao teu lado esta manhã; em contrapartida, deixo minha voz, aqui, para que possas saber o motivo de minha ausência.

Não te assustes, estou apenas adiantando todo esse processo e tentando suprimir algum sofrimento que possa ocorrer. Banha-te, veste tua roupa e desce. Tua mala já está ao lado da escada, podes ir embora.

É verdade, é fato. Não adianta mais insistirmos e tentar encontrar algum fio de amor perdido na nossa casa. Eu até já procurei; na cozinha, lembrando dos nossos divertidos almoços; na sala, recordando dos nossos filmes, das noites em volta dos nossos livros, ou da tua viola. Procurei na nossa varanda, olhando para a cidade e lembrando das nossas caminhadas, nossas aventuras joviais, de como nós nos pertencíamos. No nosso quarto, pensando nas noites e dias em que estive ao teu lado.

Contudo, tudo que encontrei, e tudo que restou, foram as discussões na cozinha, as noites escuras na sala e a cidade: parada, sombria, só - nós já não nos pertencemos. No nosso quarto só estava eu; e eu já não sabia - já não sei - onde você estava.

Juro, procurei por um único fio de amor, mas parece que eles foram varridos pelo vento, e não sobrou nenhum.

Fui fazer umas compras. Espero que me entendas. Pega tua mala, ao lado das escadas, e parte para um lugar melhor. Onde possas, finalmente, encontrar alguém melhor que eu.

Com carinho, adeus,

Lucía.

"E tudo leva à queda.
Que mundo silencioso ao final.
Das coisas que você supôs, virá...
Que momento isso foi, afinal?"
Tradução: La llorona, by Beirut.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

[Das cartas] 50, passados. [parte 2]


Marseille, 20 de novembro de 1959.

Olá, querido.

(...)
Há muito tempo não nos falamos, isso é verdade. É que nesses tempos fica tão difícil para mim. Você entende que toda essa confusão, e toda essa gente ao nosso redor me fez (e faz) agir dessa forma. Mas não leve a mal, por favor.

Leve em conta os nossos tempos, aqueles dias que vivemos. Você sabe que você me amou. Lembre daquela nossa conversa, naquela rua, naquela noite, naquele botequim. Não esqueça daquele dia, em que você se fez malvado e levou uma parte de mim - com você.

Se um dia você resolver voltar aqui, eu continuo morando na mesma rua, frequentando os mesmos lugares, com quase as mesmas pessoas. Todos os dias almoço no mesmo lugar de todos os dias. E às sextas, eu costumo visitar o Cours Julien - aquelas esquinas alternativas me lembram tanto você.

Então faça o que achar melhor, só não se esqueça que, se disser que vai voltar - não seja malvado, volte mesmo.

Carinhosamente,

Belle.

"When the night takes a deep breath,
And the daylight has no air...
If I crawl, if I come crawling home...
Will you be there?"
In a Little While, by The Killers.


Adendo!


A música que me inspirou para este texto foi "My night with the prostitute from Marseille", de Beirut. Meu texto não é uma tradução. ;)


Letra: http://letras.terra.com.br/beirut/1421996/traducao.html

Música: http://www.youtube.com/watch?v=NSH98aInNec

(O áudio do vídeo não está muito legal, mas foi em Recife =) Eu estava lá!)

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Carta de despedidas.



Veja só quem se despede. É ela, aquela velha "amiga" - que de amiga mesmo nunca teve muita coisa. Está indo, e está indo tarde. Tudo bem, tudo bem... Com sua amizade eu aprendi muita coisa. Mesmo você me privando de tantas outras, eu assumo que eu até cresci em alguns pontos. Mas acabou, meu bem: não há mais o que fazer.

Pode ir arrumando as suas maletinhas no outro quarto, eu não vou incomodá-la em nenhum momento. Só não deixe nada para trás. Leve suas discussões, suas lágrimas de tristeza, seu desespero, sua angústia e sua incrível e indecifrável "presença de ausência".

Confesso, tudo melhorou desde que você me contou de sua futura partida. Já posso ser livre para os amigos e colegas, já tenho pelo menos uma noite de fim de semana, meus risos.

E, antes de você partir: nem pense que vou deixar você levar meus discos de Rock e música latina. Não se atreva! E, por favor, passe um tempo vagando por aí, sozinha. Não encontre outra pessoa para atormentar. E não volte, nunca mais, se possível.

Adeus, Solidão!
Um abraço,

Vanessa Gomes.


Entenda a história, veja a "saga de cartas" entre eu e Solidão:

1. Carta para a Solidão
2. Réplica da solidão
3. Tréplica para a Solidão


"Os sonhos se tornam claros, a névoa se torna mais densa toda vez que eu respiro. As estrelas parecem as mesmas pra mim."
Gold, by Mando Diao



quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Brinde[s]

E só do que lembra é daquela garrafa de Louis Roederer já vazia recostada a outras três de vinho, taças e cálices espalhados. Sentados na calçada, rindo e conversando.
As estrelas são tão lindas quando se pode vê-las.

Mas antes de amanhecer todos já caminhavam para onde o caminho levava. O vento, o cheiro, as vozes. Os braços e abraços embalados pelos tropeços, confundidos pelos bocejos da manhã que insistia em acordar.

E já estavam exatamente onde queriam. Então o sol poderia surgir, eles estavam prontos. Os dias poderiam escorregar uns pelos outros, e eles sempre retornariam daquele lugar tão especial. Tão cheio deles, da música deles, da vida.

(...)
Então não importa se dois, ou três anos passem. Aquele lugar, sim, aquele lugar sempre vai lembrar dos risos, das músicas e das conversas - e das garrafas - lá deixadas.


"And some days all we had was our barrels of wine."
Brandenburg, by Beirut.


P.S. Beirut me inspira.

domingo, 25 de outubro de 2009

Nós paramos e cantamos.

Seria mais um sábado comum, não fosse por aquela tarde - que caiu pela noite - tão incomum.

Fui caminhando em direção àquela capelinha especial, e lá estavam uns 4 ou 5. Tirei o violão das costas, troquei palavras por ideias e as compartilhei com eles. Incrível como aquela música uniu pessoas e personalidades tão distintas.

Se alguém souber onde está o segredo da música de Beirut não conte! Não para mim. Deixemos uma visão para admirar! Deixemos esse mistério saboroso no ar. O que há nessa música?

Une à primeira batida vários corações num só, impulsiona aos que "sentem" a música a pular, e dançar, fechar os olhos e respirar. Emoção, sorrisos, gestos, abraços.

Este evento, o Beirutando, não foi somente uma reunião de fãs. Longe disso, foi bem mais adiante. Foi uma união de braços, mãos, afetos, sorrisos, suspiros, cantos, violões, batidas, silvos. Tudo convidava ao ápice: as árvores, a grama, o cheiro, as pessoas ao redor, o vento, o sol. Realmente bom de se ver e sentir: a aglomeração aumentando, mais músicos chegando, mais instrumentos, batidas, cores, amor, som. Mais torpor. Todos os corações num só uníssono, seguindo à mesma voz, sob o mesmo pulsar.

E, se um dia, alguém me perguntar o que é Beirut pra mim, a resposta é fácil. Beirut é tudo isso. É além de música. É uma "dimensão" que une pessoas e as faz parar por um momento e pensarem da mesma forma. E o Beirutando... O Beirutando foi (e é) a prova viva de que se pode "viver Beirut", sim.

"Nós paramos e cantamos".

"The wind in my hair, a flood through my tear..."
Guyamas Sonora, by Beirut.


quinta-feira, 22 de outubro de 2009

WTF?

Depois dos compromissos sérios estava lá, eu, na varanda.
Esperando meu celular tocar.
Uma brisa tão leve me levou a recostar na grade e observar o tempo, o movimento, o nada.
E tudo.

Foi então que meu olhar, caminhando pelas rotinas, avistou uma parede. Era diferente, distante. Tinha uma vegetação sobre si, quase uma vida própria.

Exatamente nesse momento que meus olhos pararam. Oh, sim, a murada tinha vida própria.
Vidas, na verdade.
Duas, para ser mais específica.
E, uh, que vidas.

Larguei a vida deles na parede e fui cuidar da minha.
Na parede não dá, "né colega"? "Há".

"They said it changes when the sun goes down"
When the sun gos down, by Arctic Monkeys.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Ha,

Vai, vai por mim.

Aquela carinha de malvado, aquele jeitinho marrentinho e aquele discurso de que "tô bem assim, preciso de ninguém" é puro disfarce.
Disfarce.

Vai por mim, amiga.

-

Antes eu mantive um certo esforço para tentar escrever bonito. Hoje eu me esforço para tentar escrever.

"How much deception can you take?"
MK Ultra, by Muse.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Abre o olho, é só mais um escrito.

É que a música me deixa assim. Embalando-me pelas minhas próprias causas. Nos meus próprios medos, nas minhas fantasias.

Então está feito. Se é de fantasias que vou compor, visto-me logo à caráter. Venham, venham ver, acaba de sair mais uma! Mais uma! Mais uma...
Mais uma historinha de não-amor. Uma fantasia coberta de um manto pesado e velho, antigo.
- dos tempos antigos,
há tempos.

Temos então mais um escrito, um rabisco, um misto, um grito.
Suponho que este é o preço que se paga.
Ser assim, só e só, vagando no mundo,
do mundo
em mim.
Em vão.
E vão.

Não quero ver somente os erros cometidos, quero olhar ao lado e para frente.
Em frente.
Será só o vento.

Preciso respirar. Quanto antes, melhor.
Vai acontecer em breve,
este perfume está soprando na minha direção.


"Carousels twirl all around exited youth.
I do not mind at all.
We're tonight in a world full of thrills it can come carry me up,
far above it all."
Carousels, por Beirut.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Meus melhores "tweets".


"Se houver uma palavra que possa descrever o misto de sensações e sentimentos em mim 'pós-show-Beirut'. Avisem-me."
3:38 AM Sep 19th from web

"#Beirut é 'a' banda. 1ª da fila, sentei na 1ª fileira, bem no meio. Falei com o baterista, peguei autografo e playlist."
3:40 AM Sep 19th from web

"A ficha ainda nao caiu, amanha, quer dizer, mais tarde eu posso falar alguma coisa onde eu esteja consciente. O show me deixou entorpecida!"
3:42 AM Sep 19th from web

"#Beirut, ao menos pra mim, vai ser sempre mais, muuuito mais que um sanduiche ou uma cidade do Líbano. 'Muito' mais."
3:49 AM Sep 19th from web

"Sarney faz cachorrada há muito tempo. Mas só agora virou moda gritar #ForaSarney! Vai entender, em?"
1:36 PM Sep 23rd from web

http://twitter.com/vanegomes_

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Veja bem, "não é uma questão de entendimento".

Era mais um dia de céu azul. Mais uma sexta-feira comum, mais um almoço corriqueiro. Estavam uns 5 reunidos e, de assuntos comuns, surge o interessante, o belo.
(...)
- Eu sou uma “música”?
- Musicista, musicista – resmungaram os “outros”.

Não, eu acho que eu sou uma música mesmo. Já tive meu começo, e espero que o fim esteja longe. E tomara - ah tomara - que chegue logo o meu refrão - ou que eu esteja vivendo-o – e que demore bastante a passar. Porque o refrão é a melhor parte da música. E é o melhor que eu quero aproveitar.

(...)
Era mais um dia de céu azul. Mais uma sexta-feira comum, mais um almoço corriqueiro. Estavam uns 5 reunidos e... É de assuntos comuns que são feitas as melhores conversas, pode acreditar.

"Poxa, Vanessa. Tu 'é' uma música."
Mateus Gondim
(apelidos à parte, haha!)

"Era mais um dia.
Um dia de céu azul,
É um dia claro.
Um momento raro pra quem é do asfalto."
O Céu, o Sol e o Mar, Mombojó




Follow me o/
http://twitter.com/vanegomes_

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Musicando, "pra variar." [2]

"Don't think you'll up-end me.
Don't sigh, don't sip your iced-tea.
And don't say, 'It's been a while...'
And don't flash that stupid smile."
Don't ask Me, by Ok Go.


"Pequeno jardim: como eu faço suas flores crescerem,
quando eu já havia feito tudo o que eu sei?
Eu te trouxe o brilho do sol e a chuva,
mas você ainda se abstém.
Todos os outros jardins estão tão cheios de flores
Elas são tão coloridas
e eu gasto todas essas horas tentando te fazer tão bonitas quanto elas,
mas você ainda se abstém."
Little red, by Kate Nash.

sábado, 22 de agosto de 2009

Musicando, "pra variar."



Só volto quando desenjoar daqui.

"Eu queria que você não conseguisse me entender
Mas sempre quisesse saber como eu sou."
Nicest Thing, by Kate Nash.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Vou ali, volto já.

"Voltarei tão rápido que você não terá tempo de sentir minha falta. Cuide de meu coração - ele ficou com você. "

Eclipse, Stephenie Meyer


"Aponta pra fé e rema!"
-
Cortinas fechadas por tempo indeterminado.

domingo, 9 de agosto de 2009

Sobre regras.

Vivemos sob regras. Tudo são regras.
Hora de dormir, hora de namorar, hora de estudar.
Isso é certo, aquilo é errado.
Você deve, você não deve...
Faça, desista.
Tente, omita.

"- Essa situação só pode acontecer dessa maneira. É a regra.

- Ok, então eu quero ser uma exceção."

-

"No entanto, para dizer a verdade, hoje em dia a razão e o amor quase não andam juntos."

William Shakespeare, Sonho de uma noite de verão - Ato III, Cena I.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Sobre limites.


De que adianta traçar limites se nós nunca chegamos perto da linha?


-


"Vou reunir minhas fitas de 'video-cassete', meus discos de Jazz e de Blues, colocá-los em uma mala e sair sem rumo. Talvez, aliás, o rumo me leve... Talvez."
- Fragmento de um mundo paralelo ao de Sofia - Vanessa.

sábado, 1 de agosto de 2009

Fragmento de um "Mundo paralelo ao de Sofia".

"Na verdade, Sofia queria saber qual era a invisível e fortíssima solução existente entre ela e Eduardo. Ela não sabia, só sentia.

Um dia encontrei com Sofia, e, curiosa que sou, resolvi indagar sobre Edu... O Edu que Martha, nossa colea em comum, me contara.

- Sofia, que bom te ver. Como estás? E as novidades? - falei rápida e disfarçadamente, tentando esconder o verdadeiro motivo de minha "prosa" com ela. - Bem, Nessa. Ah, novidades... Bom, minha vida está mais para um museu. De novo mesmo não tem nada. E você? - Perguntou-me desconfiada.
- Nada de extraordinário. Já te falei sobre as aulas de carro e moto? - Tinha certeza que não, mas eu só queria levar a conversa para mais uns dois minutos e perguntar o que eu realmente queria. Assim aconteceu.
(...)
- E os amigos, como estão? Martha me disse que você nunca mais saiu.
- Pois é Nessa. Não saio tanto porque quase todos os dias já estou acompanhada. - Ela corou.
- Huum... acompanhada? Quer dizer que você está de romance e não me contou?
- Não, não Nessa! Não é dessa forma. É só o Edu. É um amigo meu. Na verdade, nós não nos conhecemos de verdade. Talvez nosso vínculo seja virtual. Não existe num plano físico. Mas ele está lá. Compartilha dos mesmos sentimentos que os meus, as mesmas angústias, as curiosidades. É que como se um de nós sempre sentisse as emoções do outro de uma maneira bastante particular.
- Ah, você quer dizer... um namorado virtual? - A história era bem mais complexa do que eu imaginara.
- Não, também não é isso. Ele é como um irmão, um amigo, um confidente. Como se me ouvisse todas as noites. Como se algo maior que um sentimento nos unisse. Ele não é nada disso que vocês está pensando... Mas, já que você falou em namorado - ela realmente corou dessa vez - Vou sair com Daniel amanhã. Mas ele não sabe da minha intimidade com Eduardo. Ele jamais entenderia.
(...)"

P.S. Que fique claro. Esse texto é meu. Nenhuma relação com o livro "O mundo de Sofia". Aliás, nunca li esse livro =x.

"O tempo passa. Mesmo quando isso parece impossível.
Mesmo quando cada batida do
ponteiro dos segundos dói como o sangue pulsando sob um hematoma.
Passa de modo inconstante,
com
guinadas estranhas e calmarias arrastadas,
mas
passa.
Até
para mim."
New Moon,
por Sthephenie Meyer.




quinta-feira, 30 de julho de 2009

Postcards from Italy.

Às vezes eu queria acreditar numa verdade que acabo de inventar. A vida poderia muito bem ser compostas de cartões postais: "-Oi mãe, hoje não estou tão bem. Rompi o namoro. Saí pra afogar as mágoas. -Tudo bem filha, lembre que ao voltar estaremos aqui para apoiar." E pronto. Seria tão mais fácil.

Mas já dizia o clichê, o mais fácil nem sempre é o mais prazeroso. E é bem verdade que quase tudo é uma questão de prazer e/ou satisfação pessoal. Aliás, quase não. Tudo. É muito menos incômodo ler um livro quando nós gostamos da capa. Não que esse fato o torne melhor, mas, mesmo todos achando ao seu redor a capa ridícula, se ela te agradar, é válido.

Às vezes eu acredito nas verdades que eu invento. A
vida poderia ser muito mais fácil se pudéssemos escolher o momento exato e quais postais enviar.

"The shattered soul,
Following close but nearly twice as slow.
In my good times
there were always golden rocks to throw."
Postcards from Italy, Beirut.



quinta-feira, 23 de julho de 2009

É meu jeito.

É que meus olhos não mentem.
É assim que sou. É esse o jeito meu. Não me peça pra mudar, não tente me mudar. Minhas mudanças ocorrem repentina e naturalmente - quando ocorrem.

Sou assim. Sou essa mistura, esse ser diferente. Sorridente com leve ar de tristeza. Triste com sorriso nos lábios. Nem alta, nem baixa. Nem lá, nem cá.

É engraçado. Chega a ser trágico, às vezes. Mas não tanto. Só o suficiente para que eu faça algo menos improdutivo. Por exemplo, há dias nos quais eu escrevo e/ou leio compulsivamente. Em outros, só quero saber de música. Quer dizer, todo dia estou pra música. Toda hora, iUHAiahiua...

Falando em música, vamos esclarescer. É possível perceber sem muitas dificuldades meu gosto musical: tendendo gritantemente às músicas internacionais. Mas isso não é absoluto. Tem dias que estou para ouvir Brasil. E assim vou.

Não quis dizer que sou um meio termo... Só não sei para que lado estou pendendo. Às vezes, bem às vezes, eu gosto de mudar de lado.
P.S. Hoje foi um daqueles dias, nos quais escrevo bastante. =)

P.S.2. Há quem duvide, mas eu estava sorrindo naquela foto ali, onde só aparecem meus olhos. Qualquer dia posto a foto inteira.

"Temos que confessar. Estamos apaixonados pelos nossos próprios pecados."
Adaptado, "America's Suitehearts", Fall out boy.


terça-feira, 21 de julho de 2009

Vrum, vrum.

Hoje foi meu segundo dia e eu pareço não ter sido intimidada pelo seu barulho. Pelo contrário, acho bem legal. O máximo que cheguei foi a 80km/h e já me sentia "voando". É muito boa a sensação, de liberdade, adrenalina. E detalhe: estou aprendendo ainda. Mas estou me saindo bem, não caí nenhuma vez nem pus ninguém em perigo (onde eu estou incluída no conjunto de ninguém).

Vai dar tudo certo. Além disso, mais uma linha foi riscada da minha lista de "coisas que farei antes de morrer". Isso me deixa muitíssimo bem. Torçam por mim.

P.S. Estou
para tirar "carteira de moto". Até lá.
P.S.2. Para ver a foto - do meu fragmento de lista - maior basta clicar nela. ^^



domingo, 19 de julho de 2009

"Essa kombi não tem nada."

Eu nem acreditei quando ouvi o meu próprio riso. Na verdade, é de mim rir em demasia. Principalmente nas horinhas de descuido. Não que eu seja uma bobona a rir de tudo e todos, não é bem isso; é simplesmente muito mais fácil sorrir e ver - ou, pelo menos, tentar - o lado bom das coisas. Vamos aos fatos.

Tinha esquecido de como a casa é tão gélida e silenciosa. Não recordava mais do barulho do vento aqui por essas bandas... Nem como era ouvir o som dos meus passos - tanto pela casa, como na rua mesmo. Decidi ir andando só ao médico. (Não era nada de preocupante, afinal, exames de rotina.) Tentemos ir aos fatos.

Parece que o sol despertou do cochilo essa tarde, e decidiu sair um pouquinho. Mas ele estava calmo; justamente na hora que saí de casa. Fui. Voltei. Agora sim, os fatos.

Eu ouvi meu próprio riso. Dessa vez era diferente. Não era sarcástico, nem irônico. Tampouco era desacreditado. Era pura e claramente sincero. Uma gargalhada daquelas. Eu estava rindo de mim, das coisas bestas as quais me ponho a pensar. Lembrei que disse a alguém, não me recordo bem a quem, nem onde, nem quando; só lembro que disse "a tristeza é muito mais inspiradora". Tudo bem, eu até tive meus momentos... Quem não os têm, afinal? Mas, ao ler alguns dos meus textos desse semestre, quem não me conhece bem poderia pensar que eu andava realmente triste, ou muito, muito perturbada. Não é bem assim.

Eu "cavei" e fiz de pequenas coisas, grandes monumentos nos quais eu pudesse me inspirar de qualquer forma que fosse, e escrever, escrever, escre... Chega! Eu li uns textos antigos, não postados, eram de partir o coração! Não faz sentido publicá-los. Não agora. Mas foi a partir de pequenos (res)sentimentos que eu pude escrever mais ou menos de forma constante. A verdade é que certas coisas escritas por mim me perturbam um pouco. Maldita hora que fui dar relevância a esses pontos. Blá, blá, blá, blá...

Escrever é uma fuga. É um hobby. Nem sempre sou sincera. Escrevendo eu sou quem eu quero. Mas meus textos sempre têm uma pitada de mim.
"É, pode ser que a maré não vire.
Pode ser do vento vir contra o cais.
(...)
Sobre estar só, eu sei."
Dois Barcos, Los Hermanos.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Sobre livros. Sob frio.

Um livro novo, com aquele cheirinho ótimo - característico dos novos - e, como se não bastasse, com páginas levemente amareladas. Não resisti.

Foi quando eu cansei de ler legendas que me veio a súbita, tentadora e irresistível ideia de embarcar numa boa história. Para ajudar, esse inverno seco e esse dia nublado e tenebroso. Não tem clima melhor. Tudo convergia para que eu começasse. O silêncio da minha casa, com seu 2º piso que parece que foi construído para transbordar um silêncio incrível, unido ao grande corredor com duas portas no fim; a cada minuto parece que o silêncio aumentava, não fosse pelo barulho do vento e a leve impressão de que o frio estava aumentando.

Com o tão belo livro - emprestado da prima - arrumei 2 travesseiros e uma almofada cuidadosamente no canto da cama. Levantei o edredom com leveza e me pus em baixo do mesmo. Antes disso, obviamente, havia me encarregado de deixar próximo a mim os óculos, um copo com água e o celular: tão próximos que eu não precisasse sair da cama para pegá-los, mas distante o possível para não derramar a água sobre a cama.

Olhei o rádio-relógio, passava um pouco das 2 da tarde. Comecei a ler. Estava tão concentrada que se quer notava o esforço do meu irmão para lograr atenção. A história estava ficando cada vez mais empolgante e eu só me mexia para mudar de posição. O copo d'água já estava seco e, ao olhar pela grande janela do meu ex-quarto, eu já podia notar o escuro e os tons róseos das nuvens. Já estava na 177ª página e decidi descansar um pouco a vista.

Ao tirar os óculos e olhar o rádio-relógio, notei que meus olhos estavam realmente exaustos. Só conseguia ver o borrão laranja, não consegui enxergar a hora. Lembrei do meu celular, ao meu lado, que não tocara sequer uma vez. Era 18:05. Havia sido demais. Três horas de filme pela manhã, quatro horas de livro à tarde. Cansei. Mais tarde continuo, só não sei o quê.

P.S. Eu geralmente não sigo modinhas, mas, não sei por que essa história me chamou tanto a atenção. Não é do meu costume ler esse tipo de história. Há sempre uma primeira vez nos esperando. É um bom livro. Acho que amanhã termino.




"... e eu percebi que me divertia com a solidão, em vez de me sentir solitária."
Crepúsculo


sábado, 11 de julho de 2009

Há sempre alguém apaixonado pelo próprio ego.


Marília era uma menina do coração mole. De graça, gostava das pessoas. Assim se passou com ela.

Não importava o que ela fazia, como ela se vestia ou até o que ela dizia: ela sempre era e sermpre seria o mesmo ser indiferente para alguns. Tudo bem, ela não queria e nunca quis ser centro de atenções, mas machucava seu coração a falta de reciprocidade.

Marília nunca quis ser notada pelos que ela não nota. Mas, para aqueles a quem ela apoiava com tudo, por eles sim. Era de doer no peito quando ela percebia que para aqueles, justo para aqueles, ela não valia nada.

Se Marília estende a mão para ti, vais recusar apertá-la?

Ela entendeu. Vai ser sempre assim. Vai ter sempre alguém que a deixe lá em baixo, lá no chão. Alguém que, quando precisa até a chama. Quando está bem...
quem és tu, Marília?

Gratidão é uma virtude.

Pobres Marílias.

"Se você não tem amor no coração, você não tem nada.
Sem um sonho, não tem história, não tem nada."

Australia (o filme)




quarta-feira, 8 de julho de 2009

"Faca de ponta, não quero mais..."*

Ando meio sem inspiração por esses dias. Depois do São João e do Exame final, parece que meus pensamentos foram junto com as tenebrosas chuvas que aconteceram. Não me levem a mal. Quando eu menos esperar vou lotar isso aqui de escritos (des)esperados ou não.

Apesar disso, eu estou tão bem assim! E de férias.

"Eu queria que você fosse um estranho em quem eu pudesse me desprender.
Apenas diga que concordamos, e então nunca mudamos."
Over my head, The fray.

*Trecho da música "Faca de Ponta", banda "Manacá".

terça-feira, 7 de julho de 2009


"Don't stop 'til you get enough..."

Wallpaper 1440 x 900 *click!*

sábado, 4 de julho de 2009

Uma opinião.

"Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada. Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável.

Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável. Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos. Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto. Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade.


Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas. Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém."
John Lennon

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Sinta a música.


Estou a dois dias dos 19. E hoje eu estou pra ouvir músicas calmas.
Daquelas que me deixam calma, feliz e emocionada ao mesmo tempo.
No melhor estilo do Indie Rock. Do folk, ou do "Rock dos Beatles".
Do tipo que te faz viajar da cadeira em frente ao computador para um lugar onde há tudo que você acha de mais lindo. Para uma praia vazia, com sol de 16h, e o som das ondas, por exemplo.

Meu player acaba de mudar de "Despair in the departure lounge" para "No buses", ambas de Arctic Monkeys. São simplesmente lindas. Com letras fortes. Ouça.

Eu gosto de falar de música.
E de ouvir, claro.
"Moça, para onde seu amor foi? Eu estava procurando mas não acho em nenhum lugar. Eles sempre oferecem quando há amor por perto. Mas, quando se tem pouco de algo, não há onde encontrar."
No Buses

P.S. Ouça também:

Baby, I'm yours, por Arctic Monkeys.
No Buses, por Arctic Monkeys.
When the sun goes down, por Arctic Monkeys.
Cliquot, por Beirut.
Nantes, por Beirut.
Postcards from Italy, por Beirut.
Transatlantique, por Beirut.
OH! Darling, por The Beatles.
With a little help from my friends, por The Beatles.

sábado, 27 de junho de 2009

Novos tempos?

Eita, ela hoje não apareceu! Fiquei até surpresa com essa ausência. Não sei, eu já tinha acostumado a ter sua companhia. Não que eu goste, e nem é das melhores, mas sabe quando uma coisa cai na rotina? Pois é. E pense numa rotina chata.

Pois bem. Ela hoje não apareceu. E eu não estou sentindo falta. Ok, ok, só foi o primeiro dia... Aliás, o dia ainda nem acabou, pode ser que ela decida surgir à noitinha...

Não sei. Só sei que eu quero que ela se dane e vá morar com o diabo.

E seu nome? Nem ouso pronunciar. Vai que eu falo e ela volta?

Tô fora. IUAHoiauhoaiuha...




"Ela quer viver bem mal, vá morar com o diabo que é imortal..."
Riachão





quinta-feira, 25 de junho de 2009

Relax.


Estou de bem com a vida.
De bem com a vida.
Bem com a vida.


"Quero férias!"

domingo, 21 de junho de 2009

De cores e bandeirinhas.

♫ Eu esse ano vou embora pro sertão, pra dançar pelo São João...

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Não há tempo.

Estou sem tempo para nada. E eu bem que queria fazer nada. Ando tão atarefada que falta até tempo de pensar em escrever e sobre o quê escrever. Bom, fica uma citação e, se quiser saber o que andou ♪ouvindo, visite meu perfil do LastFm(aqui!).

"The times we had
Oh, when the wind would blow with rain and snow
Were not all bad.
We put our feet just where they had, had to go...
Never to go..."
Postcards from Italy, Beirut.
"Por entre fotos e nomes
Os olhos cheios de cores
O peito cheio de amores vãos, eu vou.
Por que não, por que não?
(...)
Sem lenço, sem documento
Nada no bolso ou nas mãos
Eu quero seguir vivendo, amor
Eu vou..."
Alegria, alegria, por Caetano Veloso.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Não é mais um discurso polido. (ou "Tudo uma questão de capital")

Não me venha dizer que você pensa todos os dias nas criancinhas da África e nunca deixa resto de comida no prato, ou joga metade do seu sanduiche fora. Nem me venha com suas conversinhas de desenvolvimento sustentável, se é você, sim, você quem passa horas no banho, não separa o lixo corretamente, ou joga o embrulho de chiclete no chão da rua.

Não queira me convencer do fato que você está nesse curso da faculdade puramente por prazer e satisfação pessoal. Não. Eu sei que você, assim como todos os outros (e eu estou incluída no que se chama de Outros), pensa em ganhar bastante dinheiro e passar um desses dias esbanjando seu capital. Não me negue sua alma consumidora.

Não queira me converter à esses fãs lunáticos do socialismo, ou súditos de Guevara, àqueles que mal sabem da história e, por não estarem numa situação confortável dentro do sistema, querem rebelar-se e mostrar-se diferentes.

Eu assim falo porque reconheço meu lado capitalista. Como não seria? Impossível. Eu falo de cara limpa e alma lavada que babo por sapatos, bolsas, perfumes, viagens, bla, bla, bla... E não escondo de ninguém: estudo no que gosto e no que me fa
z bem, quero me realizar como humana , mas claro que ao fazer minha escolha uni útil ao agradável. Sim. Pois veja só, acaso é justo, assim como eu, pessoas se matarem de estudar, batalharem e em 5, 10 anos serem bem sucedidas, enquanto uma pivetinha como a tal da Maísa ganhar 25 mil reais para fazer nada? Não, não é justo. Não é nada justo. Então não me venha com seu discurso de bom moço. Vamos ser menos hipócritas.

P.S.¹ Não confunda capitalismo com materialismo.
P.S.² Não estou desrespeitando as criancinhas da África. Elas só foram mencionadas para fazer referência ao tipo de discurso citado.


"Nesse jogo só há uma regra: seja o melhor do sistema."

domingo, 14 de junho de 2009

Já foram 50.



Olá, pessoas!
Este é o post de número 50!
Aproveitei e reparei que são 164 dias da nova vida do blog.
Esse número (50) representa duas coisas: a paciência de vocês e o quanto eu tenho escrevido.

Pude notar também o fato de pessoas que , logo quando voltei à ativa,
liam o blog regularmente ,deixaram de ler. Entretanto, apareceram novas mentes, novas ideias e novas opiniões para criticar e de certa forma interferir no meu jeito de escrever. Obrigada aos que surgiram!

Para comemorar, eu estava avaliando a média de leitura. Foram 328 comentários em 49 posts. Fiquei feliz em ver que há uma média de 6,693 (tá, eu sou de exatas) pessoas lendo cada texto meu. *-*

Então, pra tentar mudar nesse
50º escrito, não vou fazer diferente.
Pelo contrário. Vou fazer igual e repostar o
5º texto do blog, lá do comecinho, originalmente postado no dia 7 de janeiro desse ano, às 22:58, com 9 comentários.

Minha força não é bruta!
Mas fria.

Calculada.

Medida.

Pesada.
Forte.

E ao mesmo tempo leve.
Suave.

Preguiçosa:
Longo pavio que, entretanto, se acionado...
Ai! Não acendas o pavio! Ele é longo porque guarda um grande explosivo.

Perigoso.


Ah, minha força não é bruta...

É fina.

Requintada.
Delicada, mas se provocada...

Cruel.

Impiedosa.

É, minha força não é bruta.

Por este motivo não te preocupes, não te apavores.
Esta força sequer merece essas angústias que possas vir a sentir.

Ela geralmente é usada pelos motivos que a maioria usa.

É como um ser humano independente e pacato.
É geralmente boa.
Tranqüila.
Mas como todo ser vivo, tem seus instintos.


Portanto, cuidado. Todos têm força.

"Minha força está na solidão.
Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas,
pois eu também sou o escuro da noite."
Clarice Lispector

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Mais um enigma de fim de tarde.

Era mais um fim de tarde. Um fim de tarde de domingo. E lá estava ela: do mesmo jeito, com o mesmo tipo de roupa, o mesmo cabelo. O sol já estava se pondo, e nos fins de tarde de domingo ela amava ver o pôr-de-sol. E assim foi.

Era mais um fim de tarde, e lá estava a moça. Sentada, a sentir a suave brisa dele, o grandioso e belo mar. Estava lindo, e às vezes ela até o via dourado pelos reflexos do majestoso sol que se recolhia depois de mais um dia de trabalho. A moça adorava sentar na areia e passar por todas aquelas sensações. Acabou a tarde, ela levantava. Sacodia a areia do
short, retornava à casa.

E assim seguia por tempos e tempos. A moça se arrastava pelos dias da semana, e esperava ansiosamente por aquele domingo maravilhoso, e por aquele fim de tarde.

E eu, na minha intensa curiosidade causada por aquele costume peculiar - que mais parecia um ritual -, inventei de perguntar a moça o porquê daquela obsessão pelos fins de tarde de domingo. Obtive a resposta. Eu nunca pensei que a bendita resposta pudesse ser algo tão forte como a recebida. A moça simplesmente me falou:

"Veja bem, eu sou só no mundo. Eu vivo só. Eu estudo, eu ando, eu como, eu durmo. Eu somente passo pelos dias. Sei que você vai me perguntar por que eu não saio, ou me divirto. Acontece que não sou eu quem decide quais pessoas vão surgir na minha vida - ou sumir dela. Eu tenho amigos, e de conveniência ou não, eu até me divirto com eles. Mas o que me acomete é algo mais forte do que isso. Independentemente de eu estar rodeada de pessoas, ou não, às vezes eu me sinto extremamente só. Eu não sei o que falta. Por isso eu venho aqui nos domingos, ao final da tarde. Porque tenho certeza que sempre, sempre, sempre o sol ou o mar vão estar me esperando. Vão confiar em mim, vão me olhar. E isso vai ser recíproco. E isso me deixa feliz."

Já passava do fim da tarde e após isso recolhi-me, e entendi que as coisas simples e naturalmente acontecem na nossa vida. Sem desesperos, sem agonia. Vou passar um tempinho sem me perguntar o porquê da minha afeição por "pôres-de-sol".


Oculto.

"Há uma máquina que nunca escreve cartas.
Há uma garrafa de tinta que nunca bebeu álcool."
João Cabral de Melo Neto.

"
Mas, veja bem… humano nenhum vive bem sozinho. Não estou dizendo que precisamos de outras pessoas pra 'dar o pezinho' enquanto subimos num coqueiro e pegamos nossa fonte de nutrição. Digo que ter outra pessoa pra conversar e compartilhar seja lá o que for, desde segredos a idéias, é necessário."
Giuliano Marley, Atestado pedante.

domingo, 7 de junho de 2009

Tréplica para a Solidão.

A-há! Eu sabia que tu ainda estavas rondando a minha vida!
O combinado não era o de me largar de vez?
Caramba, ultimamente tens me feito sofrer.
Insistes em continuar permeando meu cotidiano. - Que saco!

Lembra que no começo nós até éramos amigas?
Pois é, acabas de fazer com que tudo vá por água abaixo.
Agora vai ser assim. Se não fores embora,
minha atenção também nunca mais receberás.

A partir de hoje, vai ser tudo sob minha lei.
Não te olho mais nos olhos,
não converso mais contigo,
não és mais minha confidente.

Só retorne sob as circunstâncias da última vez que vieste.
Ou quando fores chamada, ou quando for conveniente.
Com o perdão da palavra:
Solidão, vai à merda!

Vide: Carta para a solidão.
Réplica da solidão.

"A melhor maneira de começar uma amizade é com uma boa gargalhada.

De terminar com ela, também."

Oscar Wilde

"De cores
Em cores
Mergulho
(...)

Amores
Em cores
Me curam
(...)

As cores
Se escondem
Nos olhos."
Binho, Daqui de baixo


sábado, 6 de junho de 2009

O circo fechou. (ou "Fechou o cerco")

Senhoras e senhores: respeitável público!

É chegado o momento fatídico: o circo está para fechar. Não é por falta de público, e sim por vossa qualidade. Perdoem as palavras que podem ser duras e secas, mas é a mais pura verdade que dizemos.
Aqui segue o desfile de motivos¹:

Nossos palhaços já estão cansados por demais. Não há quem aguente ficar com um sorriso estampado no rosto constante e incessavelmente. Nem todo mundo quer ser palhaço a vida toda.

Os acrobatas não sabem mais o que fazer para fugir à rotina. Pois é, meus queridos. As complicações já são tantas que esgotou-se o arsenal de acrobacia. Chega uma hora que não há mais como reinventar a realidade.

Alguns engolidores de espadas estão morrendo. Houve conflitos entre os mesmos e os atiradores de faca. Estão 'voando' cada vez mais 'facas de ponta', daquelas que machucam de verdade. Uma guerra.

Enfim, devido a essa decadência a lona está para ser guardada. Os ilusionistas já foram despedidos. Os bilheteiros e vendedores de churros, dispensados. É mais um fim de história.

¹ Desfile de motivos: nome emprestado do blog de Clarinha.
P.S. Eu não vou fechar o blog.
P.S². Blog oculto.

♫ Vale a pena ouvir!

"Eu moro num cenário, do lado imaginário. Eu entro e saio sempre quando 'tô' a fim..."
Coisas que eu sei
, Dudu Falcão.

"E tocar as músicas que fizemos.
Elas me fizeram assim. E eu amaria ver esse dia."
Postcards from Italy
, Beirut.

"Eles devem usar seus
Reeboks clássicos, ou seus Converse acabados,
Ou seus bottons enfiados nas meias.

Mas essa não é a questão.

A questão é que não existe mais romance por ali.

(...)

E não é preciso ser nenhum Sherlock Holmes

Pra ver que está um pouco diferente por ali."
A certain romance, Arctic Monkeys.

"Faca de ponta não quero mais.
Quero a viola pra cantar com o meu amor."
Faca de ponta, Manacá.


quarta-feira, 3 de junho de 2009

Confiança. (ou "Inafiançável")

Tenho pouco a falar.
Há coisas que estou a aprender e queria compartilhar disso com alguém que tem
(a santa) paciência de vir aqui e ler as tonterias escritas por mim.
Pois bem.

Aprendi que você dá um voto de confiança e espera o retorno.
Confiança adquire-se com o tempo:
não se compra, não se vende, não se pede.

Se há alguma coisa que possa dizer hoje, aqui está:
Confie, desconfiando de início. Não seja inocente ao ponto de confiar cegamente.
Conquiste confiança. Para isso, seja honesto e ceda um pouco de sua confiança.
Enfim, tenha 'confiança própria'.


"Confiança é uma máscara que cobre o rosto inteiro, menos os olhos."
Balaclava, by Arctic Monkeys.
O importante? "A fé que você deposita em você, e só."
O anjo mais velho, por O teatro mágico.


P.S. Estou saindo da teoria que os bonzinhos só se fodem.

sábado, 30 de maio de 2009

Espiã de quinta.

Abri a janela de maneira que sua abetura fosse tão minúscula que, se houvesse alguém pelo lado de dentro, com certeza não veria. E então comecei a obsevar.

Era um lugar bonito, aparentemente organizado. Com tudo no seu devido lugar. Flores pelos cantos, cheiro de lavanda pelo ar. Havia muitas, muitas pessoas mas estas se portavam de um modo que não tiravam a beleza nem o brilhantismo daquele espaço tão singular. Era a primeira vez que eu espiava aquele recinto. Comecei a reparar por algum tempo.

Observei que pela manhã sempre apareciam 2 adultos e uma criança. Um homem, uma mulher e um menino. Sempre felizes. Pelo decorrer do dia apareciam alguns jovens, rapazes e moças, alegres e falantes. Vez ou outra aparecia um rapaz que, pela sua forma tão galante, aparentava ser especial. À noite, antes que se apagassem as luzes, mais uma vez o homem, a mulher e o menino apareciam. Entretanto, com eles vinham também poucos dos jovens que surgiram pelo longo do dia, mais alguns outros que, ao que me parece, eram da família. Fui embora. Eu tinha afazeres e eu não poderia ficar ali espiando pelo resto da vida.

Após um longo tempo sem nunca mais ter ido àquele local tão peculiar, veio a mim uma vontade imensa e uma curiosidade sem fronteiras: resolvi voltar.

A janela dessa vez estava quebrada e, uma surpresa: o recinto estava uma bagunça. Algumas luzes quebradas, pouca gente andava por lá. Às vezes aconteciam algumas discussões, só uma coisa não mudava: o homem, a mulher, o menino e alguns poucos da família sempre visitavam à noite e iam embora ao apagar do restante das poucas luzes.

E vi que pouco a pouco algumas lâmpadas iam queimando e menos gente ia aparecendo por lá... O lugar estava ficando deplorável, cada vez mais desorganizado. O pior: sempre vinha alguém disposto a ajudar a bagunçá-lo.

Perceberam que eu estava lá à espreita, observando. A dona do lugar indagou-me, perguntando por que eu só permanecia distante e não entrava, pois ela estava precisando de uma mãozinha. Cheguei a conclusão, porém, que não iria adentrar e interferir. Iria esperar alguém pra me acompanhar, entrar lá comigo - e ajudar a organizar toda aquela confusão.

Triste mania a minha de viver espionando meu coração.


"Sem meu coração, o que posso fazer?"
Mount Wroclai, por Beirut.

"Do you need anybody? I need somebody to love."
With a little help from my friends
, por The Beatles.

"Ela veste branco quando é sexta feira,
com os pés descalços e os cabelos soltos..."

Diabo, por Manacá.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

"É preciso amor pra poder pulsar."

Sabe, fazer um escrito de amor é fácil.
Não é necessário nem estar apaixonado. Pode estar só mesmo, na solidão 'braba'.

Basta pensar em algo belo como uma brisa suave percorrendo o seu corpo, grama recém cortada,
uma tarde de domingo chuvosa e você lá, assistindo um filme romântico do qual todos já sabem o fim.

Ou ainda pensar numa praia semideserta com um lindo sol e um lindo mar com lindas ondas. Ouvir uma música que o deixe leve e que o faça se sentir bem. Pode também pensar num campo com flores saltando do solo, chegando ao joelho, e você correndo por entre elas
- e cheiro de primavera. Imaginar uma tarde qualquer onde não se tenha nada pra fazer e você queira fazer nada.

É simples, basta pensar em algo assim bonito e agradável.
E aí o amor nasce bem de dentro de você.
E, assim, você escreve um escrito ou qualquer outra coisa de amor.

Fazer um escrito de amor é fácil.
Difícil é fazer um escrito com amor.

"Moça, para onde seu amor foi? Eu estava procurando mas não acho em nenhum lugar.
Eles sempre oferecem quando há amor por perto.
Mas, quando se tem pouco de algo, não há onde encontrar."
No buses, por
Arctic Monkeys
E os meus olhos de ameixa não descansam mais.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Foi, é, será?

Há tempos eu vi uma menininha indo à escola. Mochila nas costas, meias ao meio das perninhas finas, cabelo mal penteado e preso. Lá ia, ao longe, caminhando sob um sol matinal. Às sete da manhã, estava ela, como todos os dias: sentando na primeira fila da sala, escorrendo ao longo da manhã. Meio dia, hora de ir, hora do almoço. Não tem papai ou mamãe pra pegar na escola, mas tudo bem, a vida a ensinou a andar só por aí. À tarde não vinham muitas surpresas, a menina estudava um pouco, desenhava um pouco, escrevia um pouco, tocava seu teclado Casio...

Era um sábado e eu vi a menina. Corre pra lá, pega daqui, esconde de lá: era o dia da menina brincar. Cai aqui, buá ali, e mais uma cicatriz para guardar. Hora do banho. Beijo papai, abraço mamãe: boa noite. E assim foi a vida da menina, foi desse jeito que ela foi crescendo.

Há dois anos eu vi uma mocinha. Formosinha, sorridente, rodeada de coleguinhas. "Pai, mãe, vou sair!". Violão nas costas, óculos escuros no rosto, boina na cabeça. Esperta, passou por média. Vida de colegial.

Há meses eu vi uma garota. Séria, andava tranquila e compassadamente. Cadernos nos braços, sempre com bolsa do lado. Não andava só, mas com pouca gente. Uma amiga aqui, dois ou três colegas ali. A garota seguia todos os dias o mesmo caminho. À noite, o mesmo telefonema: "O dia foi bom, eu estudei. Estou com saudades." Era o pai, era a mãe.

Ontem eu vi uma moça. Uma moça já formada. Quase mulher, se não fosse pela minha falta de percepção, ou por falta de noção mesmo. Lá estava ela: pegar ônibus, faculdade, bolsa de lado, caderno na mão e olhos atentos ao furor da cidade. Saiu cedo de casa, chegou tarde. Em sua habitação, só uma luz acesa. Aparentava feliz e certa do que fazia. Expressão serena, passos rápidos e determinados. Cabelos soltos e ao vento. Óculos-escuros, por ora.

A quase mulher, a moça, era a garota. A garota era a mocinha. A mocinha era a menina, que era a menininha.

Sou menina, sou mulher.
Hoje eu me vi no espelho.

"Às vezes, o que eu vejo quase ninguém vê." - Quase Sem Querer, Legião Urbana.

"Há dias em que eu estou um lixo, me sentindo um lixo e com vontade de enfiar a cabeça numa lata de lixo. Hoje é um desses dias."


P.S. A segunda citação é minha. =)



"If you don't walk, might as well crawl..." - La llorona, por Beirut.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Crendo, vendo e escrevendo.

Não sou poeta, compositora, muito menos cronista. Mas, apesar de não ser uma pessoa definida no mundo das letras (não mesmo), eu me considero uma escritora.

Desde pequena eu sou. Lembro da 2ª ou 3ª série quando escrevi o meu primeiro livro: uma estorinha discorrida em 34 páginas, daquelas bem características de uma menininha permeando seus 7 anos. É notável também um aspecto marcante no livreto: a incontável presença de uma expressão bastante comum: "aí".
Falava sobre um homem muito rico que tinha tudo aos seus pés. Também sobre sua vida e os privilégios de uma pessoa que tem dinheiro. Num belo dia, ou melhor, trágico dia, ele morrera. E bla, bla, bla.

E agora olho pra mim, no que me tornei. Não escrevo mais aquelas estorinhas, nem tenho mais a coerência dos meus tempos de meninice. Antes, tudo seguia na linha, os assuntos eram quase os mesmos.

O que é engraçado de perceber é que eu cresci assim: atenta, pensando que de tudo eu poderia tirar algo para escrever. Das folhas, do céu, das estrelas, das conversas, do vento, das pessoas, dos sorrisos, das lágrimas. Cresci pensando nas emoções que cada detalhe do meu cotidiano poderia e pode me passar.

Atualmente eu escrevo o que sinto. Meio sem nexo, sem lógica. Hoje escrevo sobre dor, amanhã sobre o vento. Assim vou. E é incrível, mas os pensamentos vindos nas horas mais inusitadas são os que me deixam mais empolgada, me fazendo buscar desesperadamente por um local onde possa guardá-los. Não tem hora, dia, nem lugar. No ônibus, no banho, num restaurante, numa conversa jogada fora, ou até mesmo no meio de uma aula de "Matemática Discreta para Computação".

Falando sério, nem sei porque escrevi sobre isso. Mas, ou eu escrevia, ou me sentiria muitíssimo angustiada. Acontece. De uns dias pra cá eu venho falando muito da minha vida. Prometo que vou parar e voltar aos textos menos desestimulantes.

"Às vezes eu percebo que não importa o que você faz,
com quem você anda,
o que come, ou até o que ouve.
O que realmente conta são seus projetos,
suas crenças, seus valores.
E principalmente os seus sonhos. "
Vanessa Gomes